quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Lembrancinha para casamento - Lenço dos namorados



Já falei sobre lembrancinhas de casamento aqui e aqui , mas é um assunto que me perseguiu por um bom tempo quando estava fazendo os preparativos do casamento. Fiquei em dúvida entre muitos mimos lindos que a gente vê pela internet. A ideia de fazer os "lenços dos namorados" veio da minha mãe, totalmente aprovada por mim. Estas lembrancinhas foram entregues somente às moças. 
Os lencinhos tem origem portuguesa e reza a lenda que antigamente as moças de uma determinada região portuguesa bordavam estes lencinhos com desenhos e poemas e o faziam chegar às mãos do seu pretendente, se o rapaz o usasse publicamente significava que o interesse era recíproco e começariam a namorar. 
Se é verdade não sei, mas no dia do meu casamento uma de minhas amigas deu o lencinho para o namorado, ele usou e agora estão de casamento marcado. Acho que funciona!  
Pegamos alguns versinhos pela internet, mas a maioria fizemos de trechos de música, principalmente de Chico Buarque (meu ídolo mor). 
Porém o preço unitário dos lenços estavam muito salgados (12,00) o que multiplicado pelo número de convidadas (130) ficaria uma fortuna. Quase desistimos da ideia até que uma das minhas tias prendadas se ofereceu para fazer todos os bordados. Ficaram lindos, muito delicados. E a mulherada adorou. Uma dica diferente para lembrancinhas











quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Santuário do Caraça - Viagem para descansar corpo e mente




Quando resolvi criar o blog, um dos assuntos escolhidos foi Turismo. Confesso que este assunto anda meio abandonado desde que engravidei. A Lis nasceu, já está com quase seis meses só nunca mais colocamos o pé na estrada. Outro dia, ao organizar as fotos do computador, separei algumas que acho merecerem um post. A primeira seleção de fotos escolhida foi do Santuário do Caraça. Fizemos esta pequena viagem há uns dois anos e desde então sempre nos pegamos fazendo novos planos de voltar lá. É uma passeio que indico a quem quer tranquilidade, contato com a natureza e com a fé e procura quietar a mente e o espírito. O local pertence ao município de Catas Altas, há 120 km de BH. Lá foi fundada uma igreja com data de 1779 e também um e colégio interno para meninos. O lugar tem muitas histórias que deixaria o post super extenso então vou apenas pincelar e ilustrar. O site do lugar é bem completo http://www.santuariodocaraca.com.br/













A hospedagem é simples e oferece pensão completa, até porque, não há nenhum outro lugar para se fazer refeições por perto. As acomodações são simples mas confortáveis. Tudo muito caseiro e aconchegante.
Há trilhas que levam a cachoeiras, picos e grutas. Como estivemos por lá em época de frio, e a região é considerada de baixas temperaturas, não tivemos coragem de nos aventurar pelos atrativos aquáticos.





Há um museu que abriga uma variada coleção de móveis e utensilhos usados na época em que o colégio funcionava. Muito interessante. Há inclusive a cama em Dom Pedro dormiu ao pernoitar no lugar.



As refeições são feitas onde funcionava o refeitório, um salâo espaçoso e com mesas grandes. Impossível não nos remeter ao passado. A comida pode ser servida a vontade. O Café da manhã é feito em um outro local onde há um grande fogão à lenha e cada pessoa se serve e prepara seu próprio desjejum: frita ovos, esquenta pão, derrete queijo. A gente já começa o dia com cheirinho de fumaça.




O contato coma a natureza ocorre a todo instante. De manhã há um lugar, próximo â entrada da Igreja, em que os quatis aparecem e ficam bem próximos dos humanos, aguardando algum resto de lanche. Os esquilos também são bem mansos. Há uma infinidade de aves. Sem falar na estrela principal do passeio que é o Lobo Guará. Todos os dias ao anoitecer, os hóspedes sentam no pátio a espera da visita do lobo. Ele surge logo depois que o funcionário arrasta uma assadeira no chão, é o sinal para que ele venha buscar seu pedaço de frango. O lobo surge ressabiado, devagar, mas não se assusta com os flashes das máquinas.




 



Na Igreja principal, considerada a primeira igreja neogótica do Brasil, há a realização de missas sempre â noite. Vitrais franceses lindos. Quando estive lá me encantei com o Padre que não me lembro o nome, muito carismático e alto astral. Depois da missa há distribuição de pipoca e chá. Muito gostoso!








Depois da missa e do encontro com o lobo, não há muito o que fazer, a opção é comprar um vinho que é vendido em um quartinho das dependências, pegar emprestadas algumas taças de vidro e sentar em algum lugar dos jardins com uma boa manta e jogar conversa fora.

Na parte da manhã do domingo geralmente há missas realizadas em uma capela barroca que para acessá-la é preciso passar por uma trilha bem íngrime na mata. Um passeio muito bacana.





O final de semana parece ter durado bem mais do que dois dias. As horas passam lentamente e há elementos suficientes para recarregar as energias e voltar para casa renovada!


















































quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Lembrancinha de Casamento: livrinhos de Cordel




Já falei sobre lembrancinha de casamento aqui porém, não contente apenas com os mini estandartes de Santo Antônio e sofrendo com tanta coisa cute disponível na internet, não resisti aos cordéis que conheci através do site Dinoleta . Como a data do casório já estava próxima quando conheci este trabalho e a grana já estava nas últimas, iria ficar chupando dedo se não fosse a disponibilidade e o talento da minha irmã Ana Clara e da minha "amiga-colega personal-designer" Dandan Marques. 

Sou apaixonada pela cultura, arte e artesanatos brasileiros aliás, não só os brasileiros mas toda e qualquer manifestação que simbolize um país ou região. Os cordéis representam tão bem a cultura nordestina com seus causos cômicos, que não resisti. A minha irmã fez a poesia no estilo cordel e a Dandan colocou a mão na massa, desenhou e imprimiu todos os livretos. 

O resultado ficou uma fofura. uma lembrancinha surpreendente e original. 
Vejam o resultado final das ilustrações e do texto:  



 






O Forasteiro e a Morena Formosa

Era um dia quente
Quando o forasteiro chegou
Ele falava diferente
E todo mundo desconfiou

A cidade era pequena
Como havia previsto
Nela morava a moça morena
E tantas outras pelo visto

Lá o forasteiro fez festa
As meninas queriam atenção
Ele curtiu a beça
Até que a morena ganhou seu coração

Ela era formosa
Bonita feito uma flor
Seus olhos brilhavam
Qual fogo quente de amor

E assim as coisas foram se movendo
O namoro se firmou
Os pais da morena deram a benção
E o forasteiro se instalou

Mas como tudo nessa terra
Uma hora pende pro errado
Fez-se então a guerra
Na vida do forasteiro apaixonado

E cada um por sua vez
Sofreu feito filhote desgarrado
Mas depois de um mês
Esqueceram o passado

A menina morena virou mulher
O forasteiro se ajeitou
Viram que pra sopa precisa de colher
E assim tudo se encaminhou

Hoje fazem anos
Que os dois resolveram a vida
Que juntaram os panos
E continuam na lida

Depois dessa história
Ninguém há de se admirar
Que vou deixar de oratória

Pro casamento comemorar.


segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Cinema Meninos de Araçuaí - Evento Circuito de Imagens





O Cinema Meninos de Araçuaí abrigou, dos dias 30 de novembro ao dia 07 de dezembro de 2012, o Projeto Circuito de Imagens com a exposição "Rua de Baixo". O Projeto incluiu, oficina de fotografia aberto gratuitamente à comunidade, exibição de um documentário sobre o mesmo tema e exposição de fotografias tiradas pelos fotógrafos Nilmar lage e Ana Clara Silva (que, por acaso, é minha irmã!!!!) de cenas e pessoas que compõem uma importante e esquecida parte da cidade de Araçuaí: a rua de baixo. A rua que dá nome à exposição foi uma das principais localizações da cidade, abriga casarões antigos em ruína que fizeram parte da história e do nascer da cidade, porém devido a enchente ocorrida em 1979, e todas as ameaças de novas inundações fizeram com que todo o comércio ali localizado subissem as ruas da cidade e aos poucos, deixar o local deserto. Restam ainda moradores em casas humildes, porém, a maioria das pessoas que conseguiram residir em lugares mais altos da cidade abandonaram a rua.  
A proposta do evento era de, após a exibição do documentário, comentado pela equipe, o público juntamente com a equipe dirigiam-se a dois dos casarões abandonados que localizam-se na mesma rua e se transformaram em galeria, abrigando as fotografias. O circuito era guiado pela equipe que estavam à disposição para comentar e responder a questionamentos sobre todo o processo fotográfico lá registrado. 













O trabalho ficou lindíssimo! As fotografias podem ser vistas no site http://www.circuitodeimagens.com.br/



Outro ponto legal do evento é que ofereceu oportunidade a quem nunca havia ido ao Cinema dos Meninos de Araçuaí, independente do motivo, a conhecer o lugar e quem sabe, se tornar cliente assíduo. A sala de cinema foi a realização de um sonho das crianças que integram o coral Meninos de Araçuaí, que nunca tinham entrado em uma sala de cinema. O público é bem pequeno, mas o lugar resiste! A instalação é muito bonita! Vale a pena!